— Com que frequência você vem aqui?
— Venho aqui quase toda noite
eu girei, atordoada— Por que?
— Você é interessante quando dorme. — Ele falou categoricamente — Você fala
— Não — arfei, o calor inundando meu rosto até a raiz do cabelos. Segurei-me na bancada da cozinha para me apoiar. É claro que eu sabia que falava dormindo; minha mãe brincava comigo sobre isso. Mas não pensei que fosse uma coisa que precisasse me preocupar aqui.
Sua expressão mudou de imediato para o pesar— Esta com raiva de mim?
— Isso depende — Eu senti, e parecia, que minha respiração fora arrancada de mim
Ele esperou— De? — insistiu ele
— Do que você ouviu — gemi
No mesmo instante, silenciosamente, ele estava do meu lado, pegando minhas mãos com cuidado
— Não fique chateada — pediu ele. Ele baixou o rosto ao nível do meus olhos, acompanhando meu olhar. Fiquei sem graça. Tentei desviar os olhos — Você sente falta da sua mãe — sussurrou ele — Lamenta por ela. E quando chove, o som a deixa inquieta. Você costuma falar muito de sua cidade, mais agora é menos frequente. Uma vez você disse “É verde demais”. — Ele riu baixinho, esperando, como pude ver, não me ofender ainda mais
— Mais alguma coisa? — perguntei
Eu sabia que eu estava chegando lá
— Você disse o meu nome — admitiu ele
Suspirei derrotada
— Muito?
— O quanto chama “muito” exatamente?
— Ah não — baixei a cabeça
— Não fique constrangida — sussurrou ele — Se eu pudesse sonhar, seria com você. Não me envergonharia disso.
Crepúsculo — A mente domina a matéria, página 216
(via i-always-love-twilight)
(via itsportugueseshawty)
(via itsportugueseshawty)