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eternamentetwilight:

—  Com que frequência você vem aqui? 

—  Venho aqui quase toda noite 
eu girei, atordoada

—  Por que?

—  Você é interessante  quando dorme. — Ele falou categoricamente — Você fala 

— Não — arfei, o calor inundando meu rosto até a raiz do cabelos. Segurei-me na bancada da cozinha para me apoiar. É claro que eu sabia que falava dormindo; minha mãe brincava comigo sobre isso. Mas não pensei que fosse uma coisa que precisasse me preocupar aqui. 
 Sua expressão mudou de imediato para o pesar

—  Esta com raiva de mim?

—  Isso depende — Eu senti, e parecia, que minha respiração fora arrancada de mim 
 Ele esperou

—  De? — insistiu ele 

—  Do que você ouviu — gemi 

 No mesmo instante, silenciosamente, ele estava do meu lado, pegando minhas mãos com cuidado

— Não fique chateada — pediu ele. Ele baixou o rosto ao nível do meus olhos, acompanhando meu olhar. Fiquei sem graça. Tentei desviar os olhos — Você sente falta da sua mãe — sussurrou ele — Lamenta por ela. E quando chove, o som a deixa inquieta. Você costuma falar muito de sua cidade, mais agora é menos frequente. Uma vez você disse “É verde demais”. — Ele riu baixinho, esperando, como pude ver, não me ofender ainda mais

—  Mais alguma coisa? — perguntei 

Eu sabia que eu estava chegando lá 

—  Você disse o meu nome — admitiu ele 

Suspirei derrotada 

— Muito? 

—  O quanto chama “muito” exatamente?

—  Ah não — baixei a cabeça 

—  Não fique constrangida — sussurrou ele — Se eu pudesse sonhar, seria com você. Não me envergonharia disso.

Crepúsculo —  A mente domina a matéria, página 216

(via f0rksland)


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Junho
Eu te quis. Eu te quis muito. Te quis perto, te quis abraçado a mim, te quis deitado na minha cama, te quis com seus lábios colados aos meus, te quis com seus olhos fixados nos meus, te quis com aquele olhar que não engana, com aquela pergunta evitada, com aquela frase não dita, mas que eu entendia, mesmo sem você não falar nada, te quis nos domingos à tarde, de cabelo revolvido, de blusa larga, sentado do meu lado, filminho longo e romântico, frase clichê, beijo gostoso. Te quis. Te amei, te desejei, te amei de novo. Mas agora que volto a pensar em tudo isso, o que eu sinto aqui dentro não é mágoa, nem sentimento de término, nem de conformismo por você ter ido embora, e eu ter ficado quietinha, no meu canto. Na verdade, nunca consegui compreender o que eu pudera sentir a partir daquilo. Eu chego à conclusão de que nada, nem ninguém poderia responder às perguntas inacabáveis que surgem em minha cabeça. Estou confusa, e além de ser confusa no amor, sou confusa na maneira de pensar. Mas como meu Deus, como eu posso pensar em você, sem querer tudo de novo? Como eu posso sonhar com você, e dizer que não sinto saudade? Sinto, e me sinto ridícula por isso. Talvez eu deveria te evitar e te ignorar. Tratar você com rancor e levar minha vida bêbada pelas ruas. Mas onde isso chegaria? Na minha infelicidade. Quer dizer, em uma maior infelicidade. Ainda cuido do coração, mas ultimamente ando tendo muitas lembranças suas. Amor? Não sei, só o tempo vai dizer. Loucura? Deve ser, fico confusa ao pensar nisso. Saudade? Com toda certeza. Agora eu me pergunto: morrer de amor é viver dele?
Oi Sou Muito Ciumenta e Alugue Felicidade 

(via itsportugueseshawty)

22
Junho
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim. Eu sei e você sabe, que a distância não existe, que todo grande amor só é bem grande se for triste. Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer, que todos os caminhos me encaminham pra você. Assim como o oceano só é belo com luar, assim como a canção só tem razão se se cantar. Assim como uma nuvem só acontece se chover, assim como o poeta só é grande se sofrer. Assim como viver sem ter amor não é viver, não há você sem mim, eu não existo sem você.
Vinicius de Moraes (via oisoumuitociumenta)

(via itsportugueseshawty)

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